Alimentação Saudável e Grafite

O projeto Muros com Arte , uma iniciativa da Horizonte Educação e Comunicação, em parceria com a Diretoria de Ensino Região de Sorocaba e patrocínio da Coop e da Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural, começa a espalhar experiências educacionais no interior do Estado de São Paulo  levando o grafite aos muros das escolas vencedoras com os desenhos campeões inspirados no tema “Alimentação Saudável”.

O projeto teve início em agosto, primeiro com oficinas educativas envolvendo alunos e professores de escolas públicas para conhecerem o tema em profundidade e estimular a produção de desenhos. Na segunda etapa os desenhos passaram por um Concurso Digital e agora, nesta que é a etapa artística, as três obras vencedoras serão transformadas em grafite nos muros das escolas ganhadoras.

Foram mais de 1.160 alunos do Ensino Fundamental II envolvidos e 120 trabalhos enviados por alunos só na cidade de Sorocaba. Os desenhos passaram por uma seleção criteriosa feita primeiramente pela Comissão Organizadora do projeto. Quinze deles foram selecionados e apresentados para a votação popular online. Os vencedores foram as escolas E.E Dionysio Vieira (aluno: Emmanuell Henrique Oliveira Carriel), E.E Profª Joaquim Izidoro Marins (aluno: Henrique Pereira Silvério) e E.E Senador Luiz Nogueira Martins (aluna: Melissa Queiróz de Medeiros) que terão suas obras de arte grafitadas nos muros das próprias instituições, pelos alunos, com a monitoria do grafiteiro, Fernando Vazio. “Comecei a fazer grafite na minha pré-adolescência. Hoje ser um arte-educador é devolver às ruas àquilo que foi plantado no início da minha carreira. Atualmente, o grafite é mais acessível e este é um mercado que pode se transformar em uma profissão. A dica que dou é estudar muito e praticar. Ainda estou aprendendo muito”, comenta Fernando. 

“Todos sabem que uma dieta saudável inclui muita fruta, verdura, legumes, grãos integrais e restringe alimentos industrializados ricos em sal, açúcares e gorduras. No entanto, a alimentação saudável vai muito além da preocupação com o seu valor nutricional, ela envolve valores sociais, afetivos e sensoriais, que vão da escolha dos alimentos, suas preparações, as características do modo de comer e do ambiente onde são consumidos, considerando as diferentes fases da vida e etapas do sistema alimentar” comenta Allan de Amorim, coordenador do projeto na Horizonte. “Essa iniciativa conecta duas áreas da educação: ciências e artes, perpetuando os valores aprendidos em um grafite que será para todos, valorizando o trabalho artístico dos jovens alunos e seus professores”. O projeto segue em setembro para a cidade de Piracicaba/SP.

Marcas sérias não cavalgam em cima de tragédias

 

Na semana passada, uma jovem negra de 24 anos, Kathlen Romeu, grávida, recém-formada em design de interiores, foi morta por tiros durante uma operação policial na comunidade Lins de Vasconcelos, zona Norte do Rio de Janeiro. Ela ia com a avó visitar uma amiga.

Kathlen trabalhava em uma loja da grife Farm na zona Sul da cidade. A Farm, por sua vez, é uma marca do Grupo SOMA que abriu capital há um ano, quando captou R$ 1,8 bilhão. Além da Farm, o grupo ainda é dono das marcas Animale, Fábula e Maria Filó. Em abril, a varejista adquiriu a Cia. Hering por R$ 5,1 bilhões e deu início à entrada do grupo ao segmento de moda a preços mais baixos.

Tudo foi muito rápido. Assim que a morte da jovem foi anunciada, a loja resolveu criar um código de vendas utilizando o nome de Kathlen com o intuito de doar um percentual para a família da vítima. “A partir de hoje, toda a venda feita no código de Kathlen – E957 – terá sua comissão revertida em apoio para sua família. Reforçando que nós também vamos apoiá-la de forma independente e paralela”, dizia o texto da Farm.

Vários fatos chamam a atenção em relação ao comportamento das pessoas neste contexto. Em primeiro lugar, a Farm tenta se aproveitar da morte de uma jovem funcionária, querendo vender mais a qualquer custo, sem se importar com as consequências ou as perdas reais que ocorreram nesta esta tragédia. Afinal, que tipo de comprometimento tem esta empresa com seus colaboradores?

Outro fato que considero chocante é que muitas das pessoas que comentaram negativamente a respeito da ação da marca sugeriam que a loja poderia ter dito que doaria o lucro de todas as vendas para a família da Kathlen – o que em si ainda seria um ato que endossa este comportamento promocional. Os comentários focaram mais no fato de ser um percentual da comissão, do que na promoção em si. Isso demonstra o grau de distorção em que nos encontramos hoje no Brasil.

Portanto, a partir do momento em que a marca “reconhece” seu erro e volta atrás, informando que irá “reverter integralmente” 100% das vendas geradas através do código naquele dia para a família de Kathlen e estabelece, novamente “que vamos continuar dando todo o apoio necessário de maneira independente, como fizemos desde o primeiro momento em que recebemos a notícia“, a marca continua na mesma toada. Ou seja, a empresa não aprendeu nada com o ocorrido e continuou a promover vendas (por um dia só! Aproveite!) em prol da família da Kathlen.

Atitudes como essa merecem o repúdio total e absoluto da parte de todos. Empresas sérias que cuidam de seus colaboradores não precisam cavalgar em cima de vítimas de violência e trauma para vender mais. Cumprem com seus compromissos e zelam pela qualidade de vida de seus colaboradores e familiares sem precisar fazer publicidade em cima disto pois este é o seu dever. E, se quiserem avançar mais por uma sociedade mais justa, se engajam na multitude de lutas empreendidas por entidades sérias através de apoios — sem filantropia — às vezes anônimos, para que o mundo em que atuam seja mais justo e consiga lutar por uma melhor qualidade de vida. Marcas sérias não cavalgam em cima de tragédias. Marcas sérias adotam causas de fato. Quando apoiam causas é por longos períodos de tempo e envolvem toda a organização na formação de uma cultura que passa a ser parte do DNA dos colaboradores e, por consequência, da marca. Se durar, a Farm tem muito a aprender ainda.

Autor: Sandra Sinicco é CEO do GrupoCASA Brasil e UK e fundadora da LatamPR

**Crédito da imagem no topo: Eugenesergeev/iStock

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